O Jovem eleitor não gosta de política

o jovem eleitor

A maioria dos jovens “não se preocupa” com a política. Pesquisa realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre jovens de 18 a 20 anos de idade revelou que a maioria deles – 59,6% – possui título de eleitor e votou nas últimas eleições municipais em 2016. NO ENTANTO, segundo apontou a pesquisa, eles não participaram ativamente, não embarcaram no processo e nem discutiram com familiares ou amigos os rumos eleitorais do passado. Na maioria das vezes esses jovens seguiram o voto dos pais ou votaram no candidato melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto veiculadas na cidade.

Mas por que isso? Por que os jovens não entendem a importância da política se, ao longo de toda a sua vida, experimentaram e participam de ações politizadas sem sequer perceber?

Pense comigo.

O primeiro sistema de governo ao qual os jovens de hoje provavelmente foram expostos quando eram crianças foi o capitalismo. O capitalismo é definido como: sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro. Você pode estar se perguntando: “como isso se relaciona com os jovens e sua infância?” Bem, algumas crianças já venderam rifas em suas escolas ou compraram de algum coleguinha algum doce ou limonada para ajudar nas comemorações escolares. Então acredite ou não, participaram do Capitalismo.

Outro sistema de governo em que os jovens participaram quando crianças ou adolescentes foi a Democracia. A democracia é definida como: um sistema de governo no qual o poder é conferido ao povo, que governa diretamente ou por meio de representantes eleitos pelo povo. Se pensarmos no ensino médio, podemos recordar que os adolescentes provavelmente já assistiram seminários com debates e ouviram discursos de colegas sobre o que poderiam fazer para tornar a escola um lugar melhor. Os jovens do ensino médio votam em eleição do Presidente do Conselho Estudantil, do Vice-Presidente, do Secretário ou de outros cargos. Eles participam de uma Democracia.

Além da democracia nos sistemas escolares, há também outro sistema que ocorre nas escolas: a Ditadura. Uma ditadura é definida como: uma forma de governo regido por uma pessoa ou entidade política onde não há participação popular, ou em que a participação ocorre de maneira muito restrita. Pensando novamente nos dias de ensino médio ou secundário, esse governante pode ser exemplificado pelo Diretor da escola e os mecanismos que garantiram o poder das entidades pela sua administração. Embora, nós não tenhamos uma ditadura no Brasil, ainda é um conceito que é importante entender. Então, se você já foi a uma escola onde havia um diretor como líder e uma administração que trabalha sob o comando desse diretor para se certificar de que suas regras sejam corretamente seguidas, você também fazia parte de uma Ditadura.

Pelos exemplos acima, tenho certeza de que existem muitas outras situações no cotidiano de um jovem de 18 a 20 anos, onde ele experimenta sistemas semelhantes a do governo. É aqui que eu coloco uma questão importante: quando as pessoas já vivenciaram sistemas de governo por toda sua vida e foram membros ativos da sociedade, por que eles optam por abandonar a política em um ponto de suas vidas, quando as políticas são tão cruciais?

Se, durante os dias de ensino médio, o jovem viu a importância de eleger um presidente de Conselho de Classe que acreditava que tornaria a experiência da escolaridade na melhor possível, por que ele não vê as eleições presidenciais, estaduais e municipais de seu país como sendo tão importantes, se não forem MAIS importantes?

Por que, durante o momento em que o jovem eleitor pode fazer uma diferença ativa em sua cidade, estado ou país, ele escolhe abandonar a ideia de política e achar que seu voto não é importante? Eles são a próxima geração de pessoas que assumirá esse país; governando, executando, votando e fazendo parte de grandes e importantes eleições e elaboração de políticas públicas.

Agora é a hora de VOCÊ JOVEM ELEITOR se envolver mais na política de sua cidade. Agora é hora de você prestar atenção às coisas importantes que estão acontecendo ao seu redor todos os dias, participar da democracia e ter sua voz ouvida.

VOTE COM CONSCIÊNCIA.

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